A matemática do amor.

Rafael Gonzaga

Outro dia um cliente que é engenheiro e estava inconsolado com os problemas de seu casamento me perguntou qual a fórmula para um casamento dar certo? A expectativa dele era alguma fórmula matemática. Respondi-lhe: Não sei. Se o casamento é seu, só você tem como descobrir uma fórmula que sirva especificamente para ele. Se eu tivesse essa resposta eu seria um guru ou um autor de autoajuda. Tenho certeza que você tem essa resposta. Aliás, você já me falou dela hoje quando reclamava de seus funcionários. “Eu?”  Claro. Porque você acha que seu inconsciente traria para uma sessão sobre sua esposa uma questão com seus funcionários? Não foi a toa. “Como assim?” Você disse que eles não são protagonistas, que estão sempre no papel de vítima, que não assumem responsabilidades. “Disse, mas o que isso tem a ver com o meu relacionamento?”  Se o protagonismo não tivesse uma relação estreita com o seu casamento você não se lembraria dele aqui nessa sessão. Talvez seu inconsciente esteja querendo te dizer que está faltando protagonismo no seu casamento. “Será?” Deixe-me te fazer algumas perguntas: se o resultado que deseja na relação com sua esposa é ter um bom relacionamento, quantos por cento você é responsável por essa meta? “50% porque a outra metade é responsabilidade da minha esposa.” Qual a chance do seu relacionamento dar certo se você acreditar que é 50% responsável por ele dar certo? “Não tinha pensado nisso”.  Quanto você quer que ele dê certo? “Quero que seja 100%”. O que aconteceria se você acreditasse que cada um é 100% responsável? “Seria bom porque se ela não se responsabilizar, o relacionamento pode dar certo mesmo assim.”  Então, qual a consequência prática disso? “Acho que não dá para pensar que eu a perdoo com a condição dela pedir desculpas pelo que me falou.”  Por que você chegou a essa conclusão? “Porque se meu objetivo for viver bem com ela e se para isso preciso perdoá-la, então a responsabilidade é minha. Cara, acho que estou quase encontrando a fórmula dos bons relacionamentos.” Eu não disse que você tinha essa resposta?  O rosto dele se iluminou com aquele pensamento e logo concluiu: “Eu sou um gênio.  Se coloco a responsabilidade em mim, isso vira um desafio, se coloco no outro não tenho gestão sobre o problema.” Só me restou perguntar: E quem decide onde colocar a responsabilidade? “Eu. Talvez eu nem tenha mesmo que me separar como estava pensando, ou talvez eu deva fazer isso e me responsabilizar por isso”. Ótimo. Vou anotar isso na sua ficha porque vou te cobrar ações práticas depois. Ao final da sessão listou um monte de tarefas e ficou de ler um livro que indiquei.

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