Congruência da comunicação no coaching – Rafael Freitas Gonzaga

Congruência da comunicação no Coaching 

Rafael Freitas Gonzaga – rafaelgonzaga1@gmail.com

Para me tornar um coaching convincente preciso alinhar voz, corpo e emoção. Quando eu não alinho essas três coisas eu tenho uma dissonância na linguagem e a gente começa a perceber no coaching quando o cliente fala uma coisa e demonstra outra com o corpo e outra com a emoção. Então o coach checa quanto existe de congruência no que o cliente está falando. Num processo de autocoaching essa checagem depende de muita sensibilidade para você se perceber diante das situações. Quando estamos naturais em cada situação e quanto as coisas estão forçadas.
Muitas vezes, o cliente fala um tema que está na superfície. “Ah, eu não cresço nessa empresa porque meu chefe não gosta de mim.” Essa é a parte visível que ela externa para gente. Não sabemos como é sua relação com ela mesmo, o que diz a sua autoestima, nem como é essa pessoa. Essa é uma parte da conversa que as pessoas custam a nos dizer porque, muito poucas vezes, elas têm contatos profundos com elas mesmas. Mas quando a gente começa a ajudá-las a fazer perguntas, eles começam a se conhecer cada vez melhor e a responder perguntas que antes eles não tinham condições de responder por não estarem condicionados a se questionar.
Somos estimulados a falar dos outros a vida toda. Até quando falamos de nós mesmos estamos falando dos outros. Não nos ensinaram a assumir majoritariamente a responsabilidade sobre o que pensamos, não temos o costume de falar da gente. Na maioria das vezes preferimos ser gentis e não nos comprometer.
O psiquiatra francês Jaques Lacan nos diz que “o melhor trabalho espiritual, político e social que podemos fazer é parar de projetar nossas sombras nos outros.” Essa reflexão nos remete a pergunta: Quanto de nossas vidas vivemos em terceira pessoa? Ou seja, qual o tamanho do nosso telhado de vidro?
Quando enxergamos os problemas em primeira pessoa eles tem solução, enquanto os localizamos nos outros não há muito o que se fazer. Portanto é preciso definir quanto do que vejo no outro é meu. Quando reclamo que alguém está me incomodando muito por ser arrogante, provavelmente essa pessoa está mexendo com a minha arrogância. A raiva que tenho de alguém revela muito sobre quem eu sou. É comum enxergarmos nossas questões como problemas dos outros. Assim temos uma boa desculpa para não agir e um consolo por não sermos os únicos a enfrentar certos problemas.

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